Por Sinvaline Pinheiro, em 12/11/25
Enquanto a guerra de várias formas friamente ameaça a esperança, como formiguinhas pessoas dos recantos brasileiros se unem em cantos, danças, discursos e versos, conclamando a resistência cultural que liberta a opressão.
Os olhinhos brilhantes dos mestres e senhorinhas trazem histórias dos quilombos, aldeias, acampamentos, terreiros e periferias, reafirmando o saber tradicional.
No Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, com apoio do Ministério da Cultura, Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, eles vieram com vez e voz trazendo suas experiências, saudando o tempo de liberdade para um povo que muito lutou e sofreu para manter sua história.
Em dias e noites na Vila de São Jorge nos seminários, nas ruas e no palco a cultura foi celebrada.
As emoções foram expressas em cada sapateado, batida de tambor, viola de coxo, berimbau, sanfona, flauta, dança, sapateado, falas, abraços ou simplesmente sorrindo e batendo palmas.
A Vila de São Jorge foi o grande palco de uma multidão cantando e sorrindo numa só voz, reafirmando a mensagem única, de respeito, paz e amor!