XXII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros
De 15 a 30 de julho de 2022
É tempo de aquilombar-se!

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O ritmo africano do Höröyá no Encontro de Culturas

Por Magali Colonetti | Foto: Mariana Florêncio, em 31/07/22

A batida do atabaque, os metais, as percussões e os instrumentos de cordas do grupo Höröyá abriram os shows do palco principal na última noite do XXII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. De origem Mandeng, uma cultura do oeste da África, Höröyá significa "liberdade", "autonomia" e "dignidade. Ela foi usada durante a luta anti-colonialista na Guiné. A palavra também pode ser usada para caracterizar a reação do público diante do espetáculo que assistimos. 

Liberdade e autonomia na platéia por meio da dança dos que apreciavam a mistura musical de África e Brasil. No palco estavam dez integrantes, oito brasileiros e dois senegaleses. 

O grupo está há oito anos juntos e estava muito feliz no palco do encontro. "Massa demais estar mostrando esse disco para você", disse André Piruka, o fundador do grupo. O disco que ele fala é o mais recente deles lançado agora em 2022 e chamado de "Grigi Ba''. 

No XXII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros trouxeram ao público as pesquisas dos ritmos afro brasileiros e a potência de suas novas criações.

Sobre o Höröyá

Höröyá é um grupo de música instrumental da cidade de São Paulo fundado em 2015 por André Piruka, compositor, arranjador e multi-instrumentista. É composto por 10 integrantes, entre brasileiros e senegaleses, que têm como influências culturas tradicionais de países do oeste africano como Guiné, Mali e Senegal: algumas vertentes afro-brasileiras, com foco nos Candomblés Ketu e Nagô: o afrobeat da Nigéria e de Gana: e a musicalidade afro norte americana, como funk e o jazz. O grupo possui quatro discos: Höröyá (2016), Pan Bras'Afree'Ke. Vol 1"(2017), Pan Bras'Afree'Ke Vol. 2"(2019) e "Grigi Ba".