XXII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros
De 15 a 30 de julho de 2022
É tempo de aquilombar-se!

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Kerrey Kamayurá e o preservar da cultura através da arte

Por Magali Colonetti | Foto: Allyne Laís, em 24/07/22

"Quando a gente pinta as pessoas perguntam o que significa a pintura. Tem pintura do peixe, que é usado por caciques, tem a borboleta, a escama de peixe…" contou Kerrey Kamayurá. Pouco antes ela havia pintado uma parente Krahô para a festa do povo do Alto Xingu nessa quarta-feira da Aldeia Multiétnica. 

"Também gosto de fazer esteira. Eu aprendi sozinha quando eu tinha 11 anos. Vi minha mãe fazendo, copiei ela e fiz". Ela é uma das mulheres que falam português e também uma das mulheres que viajam para participar de eventos, aulas e para o Encontro de Culturas. 

"Gosto de viajar, mas agora estou com um filho de um ano e está mais difícil". Um menino sorridente que ficou no seu colo e depois aos seu pés brincando com um dinossauro de borracha.

"É importante sair da aldeia para mostrar nossa cultura. Eu gosto demais da cultura das festas, danças e cantar. Eu não posso esquecer a cultura, eu não posso perder a cultura."

Kerrey conta que quem ensinou sua cultura foi sua avó. "A primeira coisa que ela me ensinou foi fazer beiju, mingau e pirão de peixe".

Também foi sua avó quem a ensinou a cantar, um sonho que ela tinha desde criança. Ela tinha 15 anos quando aprendeu uma música Yawalapiti para ela e sua prima. Foi quando elas cantaram pela primeira vez uma música em uma língua que estava praticamente perdida. 

 

- música pra nós é muito importante. Aprendemos a Yamurikumã (cantada na Festa das Mulheres) e a música da flauta. Quero continuar cantando.