Catireiros do Araguaia

Midiateca


 

O grupo Catireiros do Araguaia, dos municípios de Barra do Garças e Araguaiana, Mato Grosso, é formado pela família de seu precursor, Orlando Fernandes. Músico, cantor, violonista, compositor e catireiro, o líder formou o grupo com sua esposa e filhos. Hoje, os netos e bisnetos também integram o projeto. Atualmente, os Catireiros do Araguaia são formados por 25 catireiros e várias duplas que cantam e tocam a música sertaneja de raiz. 

"Meu avô, meu pai e eu somos catireiros", contou um dos líderes do grupo, o professor universitário de filosofia Otamiro Araújo Fernandes, de Barra do Garça, Mato Grosso. Segundo ele, cada um no grupo tem sua profissão para o sustento da família. Otamiro ressalta ainda a importância da dança, "quando tem um show, todo mundo para tudo e participa para não deixar morrer a tradição".

Para o professor, o segredo da integração da família é o ensino. "Desde quando nasce, a criança já é apresentada a esta cultura e já começa a ensaiar os primeiros passos de catira, assim que começa a andar", explica. "A tradição vem de berço, na verdade, a gente nem se lembra de quando aprendeu a dançar e a cantar catira", rememora Otamiro.

A música é cantada pelos precursores do grupo, Orlando Fernandes e Joana de Araújo. Todos os filhos, netos e bisnetos, participam da festa. As músicas são autorais, "minha mãe compõe letra e meu pai arranjos musicais". O casal, que está junto há 51 anos, têm dois CDs, com 24 músicas gravadas, todas autorais.

Tanto homens quanto mulheres dançam no grupo. Orlando esclarece que a proposta é o resgate da dança tradicional. "Na história, a catira era dançada tanto por homens quanto por mulheres, era um tipo de cortejo, onde os homens cortejavam as mulheres". Ele conta que depois, com o tempo, as mulheres foram saindo da dança e ficaram apenas os homens. "Agora na década de 90, voltou-se a introduzir as mulheres, e nosso grupo é um dos precursores nisso", diz orgulhoso.

Os compositores da família abordam sempre temas como as belezas do Mato Grosso e a nostalgia do homem do campo, que sai da sua terra para a cidade, em busca de melhores condições de vida. "Contamos também nas músicas a trajetória e história da família", explica Orlando. A catira (canto e moda de viola), o recortado e a chula fazem parte das apresentações do grupo. 


 

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