XVIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros

Oficinas

OFICINAS PAGAS 

Oficina de Dança de Técnica Silvestre com Rosângela Silvestre (BA)

Coreógrafa, instrutora, dançarina e criadora da Técnica Silvestre, Rosangela é natural de Salvador/BA, graduada em Dança e pós-graduada em Coreografia, na Universidade Federal da Bahia (UFBA). A bailarina pesquisou dança e música no Brasil, Índia, Egito, Senegal e Cuba adquirindo formação em diversas técnicas tais como: Martha Graham, Limón, Horton, Barra ao solo, Ballet Clássico, Técnica Dunham e introduziu-se a experimentações em diversas expressões de dança contemporânea, folclórica e danças tradicionais de África e outros continentes. Seus instrutores incluem Raimundo Bispo dos Santos (Mestre King), Mercedes Baptista, Clyde Morgan, Carlos Moraes, Nelma Seixas, entre outros, a começar no final de 1970. 

Oficina de Danças Brasileiras com Tião Carvalho - Danças, jogos e brincadeiras (MA)

Tião aprendeu a dançar brincando. Nasceu e cresceu na levada do Bumba-Meu-Boi e do Tambor de Crioula. Em sua jornada, morou em São Luís do Maranhão, onde foi passista na Escola de Samba Turma do Quinto, e também no Rio de Janeiro, onde conheceu a dança contemporânea como discípulo de Klaus Viana. Tião se orgulha de ter se apresentado com esta grande referência da dança. Hoje Tião faz oficinas trazendo a dança como o trabalho do corpo com alegria, num projeto que ultrapassa as fronteiras do país. “A Arte do Brincar na Cultura Popular” abre um leque de possibilidades ao grupo: propõe que a brincadeira das danças brasileiras estimule o aprendizado individual e a integração coletiva com reconhecimentos corporais e espaciais. Assim, o projeto desafia o adulto, o jovem ou a criança a brincar de criar novas possibilidades.

Oficina de Ilú com Alessandra Leão (PE)

 A percussionista, cantora e compositora Alessandra Leão, de Pernambuco/ Brasil, oferece aulas de percussão e voz para iniciantes e para músicos amadores ou profissionais. O ilú é um tambor usado em Pernambuco nos rituais de Candomblé, Umbanda e Jurema (religiões afro-brasileiras). A artista é percussionista há cerca de 20 anos e há pouco mais de 2 anos assumiu a função de ogã na Umbanda. Os ogãs são os responsáveis pelos toques e cantos durante os rituais religiosos. Essa função ainda é proibida às mulheres na grande maioria dos terreiros no Brasil. Nessas aulas, são passadas técnicas específicas do ilú e para outros instrumentos de pele (tocados com as mãos), como atabaques. Também são ensinados ritmos tocados em festas sagradas e profanas.

OFICINAS ABERTAS

Oficina de Cantos e danças tradicionais do Terno de Moçambique de Perdões, com o Capitão Júlio Antônio (MG)

O Terno de Moçambique de Perdões representa a devoção do povo da comunidade à Nossa Senhora do Rosário. A festa ocorre em louvor à santa e conta com elementos como: festeiros angariam fundos; são escolhidos o rei, a rainha e o imperador; missas, novenas e procissões reúnem os fiéis; e o mastro com a bandeira é levantado.  Ministrada por Seu Júlio Antônio, representante da terceira geração do Terno de Moçambique, mestre da cultura popular e guia espiritual, esta oficina abordou a história, os cantos e danças tradicionais do Terno de Moçambique de Perdões.

Oficina de Sussa e Batuque Kalunga (GO)

O ritmo da Sussa domina as festas Kalungas. Pela tradição, é considerada uma dança sagrada para pagar promessas e como pedido para que a lavoura seja próspera. O ritmo é acompanhado pelo som dos tambores e por ritos complexos. A oficina mostrará e ensinará os passos da Sussa e os toques do batuque que a acompanham.

Oficina de batuque e lundu com Caçada da Rainha de Colinas do Sul (GO)

A comunidade de Colinas do Sul é responsável pela Caçada da Rainha, festa ritualística que traz ritmos populares como o batuque e o lundu. Este último é considerado o ritmo ancestral da música brasileira, do qual descende o fado. Nesta oficina os dois ritmos serão transmitidos aos participantes, com instruções sobre seus toques e instrumentos.

Oficina com Congo de Niquelândia (GO)

As congadas são uma manifestação artística popular com elementos de usos e costumes tribais do Congo – país que é um dos portadores da cultura tradicional afro-brasileira. Elas se organizam na forma de autos, teatralmente, ao som de melodias executadas por viola, reco-reco, bumbo e sanfona. Nesta oficina os participantes serão convidados a integrar o grupo, assumindo alguns instrumentos e posições.

Oficina de Catira com grupo de São João d'Aliança (GO)

A catira é uma dança tradicional praticada há muitos anos pelos moradores de São João da Aliança. No município acontecem muitas folias, que em diferentes datas do ano percorrem pontos afastados da cidade a cavalo, normalmente visitando as fazendas da região. Com notável presença da população local, em todas elas faz-se presente o som da viola, acompanhado de diversos enredos e versos de improviso, em compasso com as palmas e o sapateado da catira. A oficina ensinará os passos e toques da Catira.