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02/08/2008 13:11
Arcoverde na Chapada
"É só tocar um pouco de Fogo que a explosão ocorre”

por Maíra Lima, da Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

No meio da tarde de ontem (31) o batuque forte começou a chamar a atenção de quem estava na Vila de São Jorge. Os técnicos do Cordel do Fogo Encantado preparavam o palco para a apresentação do grupo, o fato já era motivo para juntar curiosos. Na passagem de som ainda mais pessoas apareceram. Um show à parte estava sendo feito para alguns turistas que vieram para o vilarejo especialmente para ver os pernambucanos, como Lorena Moisés, brasiliense que saiu da capital no final da manhã para prestigiar o espetáculo.

A expectativa era de que centenas de pessoas saíssem de Brasília e Goiânia para começar mais cedo o fim de semana em São Jorge por causa do show. Desde de manhã, a cidade se movimentava em direção ao grupo. Todo mundo queria saber se eles já tinham chegado, onde estavam, se Lirinha, líder do grupo, estava mesmo por aqui. Mas pouca gente percebeu a partida de sinuca do grupo em um bar da vila. Eles ficaram recolhidos durante praticamente todo dia, se preparando para São Jorge enquanto São Jorge aguardava o show.

Por volta de 19h30, o cortejo do Seu Estrelo, grupo de Brasília, saiu da Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge em direção ao palco. Eles se apresentaram durante cerca de uma hora na quadra em frente ao palco, onde algumas pessoas já aproveitaram para garantir lugar bem na frente dos músicos. Carla de Almeida, estudante de Goiânia, contou que gostou
 

muito da apresentação do grupo. "Muito bonito o Seu Estrelo. É uma ótima noite essa do Encontro, assim como todas as outras.", disse.

De cima do palco, podíamos avistar centenas de pessoas na Feira. A entrada do apresentador as 22 horas trouxe quase todos para a quadra, mas a feira e os arredores ficaram cheios. O Cordel do Fogo Encantadoentra, Lirinha agradece ao céu, e o público dança e canta o tempo todo junto. O show aqui do VIII Encontro de Culturas Tradicionaisda Chapada dos Veadeirosé um show transitório até o lançamento do próximo cd. Mauro Fernandes, produtor do grupo, nos contou que o cenário já mudou desde as apresentações de Transfiguração. "Permaneceram apenas os bonecos, eles vão tocar música dos três cd's", disse ele.


Para o público estava tudo ótimo, o espetáculo do Cordel do Fogo Encantado ganhou ares mais intimista. Segundo Marcela Santos, que veio de Brasília na quinta à tarde, a presença do grupo contagia todos. "Você pode reparar, toda a energia das pessoas está diferente. Todo mundo entra no mesmo clima deles! É uma grande festa." Já o estudante de direito carioca Gustavo Dias, disse que foi pego de surpresa pelo Encontro e pelo Cordel. Ele veio passar férias na Chapada e descobriu o evento. "Não conhecia nem o Cordel. Essa oportunidade que eu estou tendo é algo inexplicável. Gostei muito do som deles, das outras atrações e das várias pessoas que conheci aqui!"

Essa oportunidade de estar tão próxima das atrações, que são muitas vezes pessoas simples, de lugares e costumes pouco conhecidos, chamou a atenção de Lirinha, vocalista do Cordel do Fogo Encantado. Disse que o Encontro é muito importante para entrar contato com coisas que nós estamos cada vez mais nos distanciando. "O bom é esta possibilidade de uma relação mais íntima com a comunidade, de vir aqui e não só passar, mas ficar um pouco e levar um pouco das coisas daqui com a gente."
 

O sentimento é manifestado por todos os artistas, pesquisadores, turistas e a população que passaram por aqui durante essas duas semanas. Juliana Almeida, paulista de Jundiaí, está em São Jorge há três semanas. Disse que não consegue mais sair daqui, gostou do povo daqui, do povo de fora."Conversei com muita gente".  Kazadi (Wa Mukuna, etnomusicólogo), dona Severina (Caixeira do Divino), Djalma (Corrêa, percussionista) e outras pessoas. É fácil de conversar com eles!". Na conversa com Lirinha, ele lembra da importância desse tipo de contato "Essas manifestações vem de dentro dessa população e é de dentro dessa comunidade. Então é um reencontro, embora possa soar estranho, porque são músicas e manifestações que não fazem parte da televisão e do rádio, mas de qualquer forma está sendo devolvida para o lugar de origem"

No fim da noite, o Cordel foi para casa, e o povo permaneceu na feira conversando, ouvindo música. A única atração de palco na noite deixou todo mundo com vontade de mais festa. E foi isso que aconteceu, comandado por Eder o Rocha, a Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge fechou programação de quinta-feira com muita gente dançando. No outro dia tem mais cachoeiras, prosa e muita música.

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