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Conheça os artistas que vão se apresentar no palco do VII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros:

A Barca (SP)
O grupo paulista A Barca surgiu em 1998, a partir de uma reunião de amigos em torno de idéias sobre viagem, música popular, Brasil e Mário de Andrade. Com o projeto Turista Aprendiz, patrocinado pelo Programa Petrobras Cultural, o grupo visitou cerca de 30 cidades, desde quilombos e aldeias indígenas até periferias das grandes capitais. De dezembro de 2004 a fevereiro de 2005, o grupo viajou mais de 10.000 km por nove estados brasileiros, registrando cerca de 40 comunidades e artistas da tradição popular. No Encontro eles apresentam o show Trilha, Toada e Trupe, desenvolvido a partir de registros musicais de grupos regionais.

Caçada da Rainha de Colina do Sul (GO)
O Divino Espírito Santo e a Nossa Senhora do Rosário são cultuados em diversas regiões do Brasil. Em Colinas do Sul, município de Goiás, essas divindades são celebradas em uma mesma festa que ocorre anualmente na primeira quinzena do mês de julho: a Caçada da Rainha. O ritual de origem afro-brasileira é composto por 11 dias de folia a cavalo, em que dois grupos - a folia do Giro de Cima e a folia do Giro de Baixo - percorrem a região convidando as pessoas para a festa e para os três dias de batuque. O auge da festa acontece no segundo domingo do mês de julho, um dia após a entrega das folias. Ritmos populares como o batuque e o lundu – um dos mais antigos da cultura brasileira, com raízes na cultura africana – fazem parte do festejo.

Caixeiras do Divino (MA)
As Caixeiras do Divino recebem esse nome por tocar caixa, tambor feito à mão de troncos escavados e cobertos com couro de cabra. São mulheres que moram em regiões pobres, quilombos e comunidades remanescentes. Elas estão à frente das festas do Divino Espírito Santo que, geralmente, são conduzidas por homens. São sacerdotisas desse culto nos terreiros das religiões afro-descendentes. Elas trazem ao Encontro a representação do Império do Divino, com oito crianças, vestidas luxuosamente, significando a renovação, energia e reforçando a idéia de divindade.

Candombe (Uruguai)
O Candombe desempenha um papel de grande importância na cultura uruguaia. Com mais de 200 anos, este ritmo afro-uruguaio procura manter vivo o acervo ancestral africano de raiz bantu, trazida por negros chegados ao Rio de La Plata. Tocados com uma mão aberta e a baqueta na outra, o som dos instrumentos representa a evocação do ritual da raça negra, que traduz os lamentos dos escravos desafortunados, submetidos à humilhação e duras tarefas.

Catireiros da Chapada dos Veadeiros (GO)
O grupo se apresenta em várias festas de cultura popular da região, acompanhado dos Violeiros da Chapada. Com nova formação, trazem a beleza e sonoridade da catira, dança típica do estado de Goiás.

Catireiros de São João D’Aliança (GO)
Dança tradicional em várias folias realizadas em devoção ao Divino Espírito Santo e ao padroeiro São João Batista, na cidade de São João d'Aliança, a catira tem como objetivo registrar e preservar a cultura da região. O som da viola é acompanhado de diversos enredos e versos improvisados, em compasso com as palmas e o sapateado executado pelos dançadores, que se movimentam em evoluções desenvolvidas em fileiras ou com deslocamentos em círculo.

Coco de Zambê (RN)
Os principais instrumentos utilizados na dança do Coco de Zambê são as mãos e os pés.  O som característico do coco vem de quatro instrumentos: o ganzá, o surdo, o pandeiro e o triângulo, mas também utilizam um instrumental complexo, constituído por atabaques, pequenos tambores, afoxé ou maracá. Apesar de todos esses instrumentos, o que caracteriza a cadência desse ritmo é o som acelerado das sandálias de madeira e as palmas dos participantes.

Congo de Niquelândia (GO)
Tradição afro-brasileira nascida em um quilombo chamado Xambá, onde viviam negros fugidos das senzalas Vila Boa (Cidade de Goiás), Meia Ponte (Pirenópolis) e São Félix (Cavalcante), todos em Goiás.  A Congada da Irmandade de Santa Efigênia é uma manifestação cultural e religiosa em louvor a Santa Efigênia e Nossa Senhora do Carmo. Com mais de 250 anos, o Congo de Niquelândia é o único no país a utilizar penachos na cabeça compondo sua indumentária. Esse diferencial surgiu da aproximação com os índios Avá-Canoeiro que viviam na região.

Congo Nossa Senhora do Rosário (MG)
Tradição nascida como elemento de devoção de negros escravos trazidos ao Brasil, o Congo Nossa Senhora do Rosário é formado basicamente por mulheres. A capitã, D. Maria do Nascimento, foi consagrada aos três anos de idade por seu avô, que na época comandava o congo. Com o intuito de recuperar esta tradição que se perdia ao longo dos tempos, montou uma guarda de congo formada por mulheres. Com o tempo, várias integrantes se casaram, tiveram filhos e como conseqüência dessa realidade, o congo feminino incorporou alguns homens – maridos e filhos das congueiras – em sua bateria. Atualmente o congo conta com 60 integrantes entre dançantes, reis, rainhas e princesas.

Dança de Rua com Catira COEPI (GO)
O Ponto de Cultura Comunidade Educacional de Pirenópolis – COEPI há dez anos trabalha com apresentações e oficinas nas áreas de artes plásticas, música, dança, teatro e audiovisual. Participa atualmente da Ação Griô, projeto do Ministério da Cultura, que tem possibilitado a integração de crianças e jovens com grandes mestres da tradição oral local. A partir desse trabalho, a COEPI procura unir linguagens de variadas gerações, pesquisando, experimentando, transformando e fundindo ritmos. O grupo composto por jovens alunos das oficinas de hip hop, percussão e 2 de tradição oral.

Embaixadores da Lua (MG)
Josino Medina e Paulo Amorim, os Embaixadores da Lua, serão os mestres de cerimônia do VII Encontro de Culturas. Na rádio difusora RD, montada pela dupla no palco, integrantes de outros grupos contarão suas histórias e participarão da brincadeira enviando recadinhos e dando depoimentos sobre o evento. Os cocos, cirandas, batuques de congado, contra-danças, folias e o Boi de Janeiro, tradição do Vale do Jequitinhonha, estarão presentes nas apresentações da dupla.

Fanta Konatê, Petit Mamady Keita (República da Guiné) e Luiz Kinugawa (SP)
Fanta Konatê, uma das maiores representantes dos costumes e tradições da República da Guiné, filha do grande mestre Famoudou Konatê - percussionista mundialmente conhecido da música tradicional africana - aprendeu as danças e cantos de sua região com a família, em sua aldeia na região das savanas e nos balés da capital Conacri. Ela se apresenta acompanhada pela Troupe Djembedon, formada por brasileiros e liderada por Petit Mamady Keita, grande percussionista do djembê da Guiné, recém chegado ao Brasil. A apresentação é rica em ingredientes sensoriais diversos: timbres, projeções multimídia, iluminação, efeitos e texturas sonoras, tendo como principal característica a interatividade.

Ganhadeiras de Itapuã (BA)
O termo ganhadeiras surgiu no final de século XIX e início do século XX. Negras, escravas ou libertas compravam e vendiam peixes no centro de Salvador para garantir o sustento da família. Outros produtos também eram comercializados, como goiaba, caruru e vatapá. Esse trabalho se transformou em um fator de integração para a população negra local. Hoje, ao invés da luta pelo sustento da família, elas cantam e dançam em prol do desenvolvimento cultural de Itapuã, em Salvador.

Herencia Gaitera de San Jacinto (Colômbia)
Da mistura de sons indígenas com a percussão de origem africana nasce um ritmo único chamado gaita. Tambores, gaitas e um maracá se juntam às letras e melodias que expressam o sentir e o pensar da região de Los Montes de María, no caribe colombiano. Tradição construída de forma empírica, desde a construção dos instrumentos até o manejo da voz e do corpo, traz consigo os valores de um povo traduzidos por meio da arte. Composto por músicos que dedicam suas vidas a conhecer e cultivar esse patrimônio, passado de geração a geração, o Herencia Gaitera de San Jacinto é uma das maiores riquezas da cultura colombiana.

Jongo do Quilombo São José (RJ)
Considerado um dos pais do samba e reconhecido pelo governo federal como patrimônio do Brasil, o Jongo é uma dança de origem afro-brasileira, nascido nas terras por onde andaram o café e os escravos vindos da África. Praticado desde a época da escravidão pelos moradores do quilombo São José como processo cultural lúdico e religioso, o jongo hoje traz visibilidade pública à comunidade, tornando-se um significativo instrumento no processo de luta pela terra, enfrentado pelo grupo.

Luciane Menezes e Cia Brasil Mestiço (RJ)
Cantora, cavaquinista e compositora, Luciane Menezes e a Cia Brasil Mestiço, composta por jovens selecionados em projetos sociais comunitários, apresentam o espetáculo Carreu du Temple, estreado em Paris no ano de 2005, durante as comemorações do Ano do Brasil na França. O som das cirandas, maracatus e sambas de roda, além de outros ritmos regionais brasileiros que contribuíram para a formação de nossa música popular, são a principal influência do grupo carioca. O show é uma homenagem ao Brasil por meio de cantos, pontos, afoxés e sambas inéditos e consagrados - a exemplo do canto de saudação à Iemanjá, Promessa de Pescador, de Dorival Caymmi - e de domínio público, como a cantiga de afoxé Eloiá.

Grupo Kabula de Cultura Bantu do Redandá (SP)
Oriunda da Casa de Candomblé Angola Redandá, o grupo segue uma matriz rítmica formal e melódica da música tradicional africana. As danças e cantigas de alguns inkisses - divindades do Candomblé da Angola - que exercem diversas funções no plano material, são mostradas pelos Ogãs, tocadores de atabaques responsáveis por transmitir, por meio dos toques, o dialeto de todos os orixás. A apresentação inclui ainda o fascinante samba de caboclo, ritmo usado nos rituais das festas religiosas do povo afro-brasileiro.

Comunidade Quilombola do Sítio Histórico Kalunga (GO)
Pela segunda vez o povo Kalunga realiza a Festa do Império Kalunga fora do seu lugar de origem. Fazem parte da celebração o hasteamento do Mastro do Divino, realizado na Igreja de São Jorge, a coroação do imperador, a procissão, a espada do Império, as rezas e ladainhas, além da inscrição para mordomos e imperador da próxima festa. Após a celebração, encerrada com o foguetório, o grupo se reúne para festejar com muita comida, bebida e a tradicional Sussa, dança caracterizada pelos giros das mulheres que equilibram uma garrafa de pinga sobre a cabeça.

Mestre Zé Divina (PE)
Os bonecos de madeira invadem a Chapada dos Veadeiros para mostrar o valor teatral dos mamulengos. O mestre Zé Divina, do grupo Riso do Povo, coordena a apresentação cheia de histórias dramáticas, totalmente improvisadas, que são vinculadas às situações do cotidiano. O reco-reco, triângulo, bongô e ganzá são os instrumentos utilizados pelo mestre para animar ainda mais o ambiente e tornar a trama sempre mais emocionante.  Cada boneco construído por ele tem sua própria história, música e lua, o que dá suas características específicas.

Nanda Kumaran (Índia)
O teatro Kathakali busca atingir a mais pura expressão de todos os sentimentos, se constituindo numa forma de teatro-dança que vai além das barreiras da língua falada. É um estilo masculino de teatro indiano, com raízes que antecedem a época de Cristo. O indiano Nanda Kumaran, que estudou por 17 anos o Kathakali, é considerado um dos mestres desse teatro sagrado. Kumaran teve sua formação com gurus clássicos de Kathakali, o que proporcionou ao longo dos anos uma rígida disciplina e pureza nas complexas técnicas deste teatro indiano.

Roberto Corrêa (DF)
Roberto Corrêa, um dos mais renomados violeiros do país, é referência para quem se inicia nesse universo. Abriu mão da carreira de físico, se formando em música na UNB. Hoje, é professor e pesquisador da Escola de Música de Brasília. Fascinado pela viola caipira, dedicou-se a explorar seus mistérios com beleza e genialidade. Já lançou 14 discos, apresentou-se em 28 países e diversas regiões brasileiras. Este ano a variedade de ritmos interioranos compõe o repertório do violeiro, para dar um sabor a mais à Aula Espetáculo O Divino e a Música Caipira, baseada em solos de viola, principal característica de seu trabalho.

Rômulo e Ruan (GO)
A dupla goiana mostra um show marcado por um repertório dançante, temperado por grandes hits da música sertaneja. Cantores e compositores, Rômulo e Ruan apresentam grandes sucessos já gravados por artistas de renome como Rio Negro e Solimões, Rick e Renner e Di Paulo e Paulino.
           
Sertão (GO)
O grupo apresenta e difunde a música instrumental brasileira. A maior parte do repertório são composições próprias, com ponteios de viola que remetem ao som do centro-oeste, e músicas que expressam o som do agreste nordestino.

Sonhos Verdes - Opereta Popular de Doroty Marques e crianças do projeto Turma que Faz (GO)
A opereta Sonhos Verdes, de Doroty Marques, aborda, este ano, a alimentação global. Brasilino é um sem-terra que entrará na selva atrás de uma semente fértil. O mundo está sofrendo um grande colapso, as sementes se tornaram estéreis e a fome se aproxima. Doroty brinca com realidade e fantasia, na mistura dos problemas sociais com elementos da natureza, que incluem animais, água e ventos falantes. No palco serão 100 crianças, 24 músicos adolescentes, um coral composto por 30 mães e a participação especial do violeiro Dércio Marques.

Suspiro do Iguape (BA)
O grupo Suspiro do Iguape vem do recôncavo baiano, e apresenta o samba corrido, também conhecido samba miudinho. Esse ritmo nasceu da reunião de sambistas em fundos de quintal de chão batido na Bahia. O Suspiro do Iguape vem até ao VII Encontro de Culturas prometendo contagiar o público com o som do ganzá e o xerequê, instrumento feito de cabaça cortada ao meio.

Tambor de Crioula (MA)
Dança praticada em louvor a São Benedito, caracterizada pela punga ou umbigada - coreografia em que as dançarinas tocam o ventre umas das outras. Basicamente conduzido por tocadores e cantadores, também chamados de coreiros, o Tambor de Crioula se assemelha ao samba carioca, por ser formado a partir do partido alto e do samba de terreiro. Seus temas musicais são bastante diversificados e remetem ao trabalho, religiosidade e recordação de amores. As mulheres dançam com vestidos floridos, dando um colorido especial à tradição.

União das Aldeias Krahô (TO)
A rica cultura dos Krahôs, povo indígena que habita o nordeste do estado do Tocantins, entre os municípios de Itacajá e Goiantins, maior área de cerrado preservado do Brasil, poderá ser vista no VII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. Este ano eles alegram o público com o Katoré, manifestação recheada com suas danças e cantigas tradicionais, arrancam risadas com os Hotxûas – Palhaços Sagrados – e surpreendem a todos com a corrida de toras de buriti, em que os homens da aldeia se dividem em dois grupos, revezando de ombro a ombro uma tora de 80 kg.

Violeiros da Chapada (GO)
Vindos de Alto Paraíso, os violeiros da Chapada tocam a moda de viola de raiz, acompanhados pela sonoridade dos Catireiros da Chapada dos Veadeiros.

Zabé da Loca (PB)
Aos sete anos de idade, a pernambucana Isabel Marques da Silva aprendeu o manejo do pife, por influência da família, principalmente de seu pai. Aos 83 anos, essa senhora de costumes rurais recebeu o nome Zabé da Loca após perder a casa onde vivia e ir morar com a família em uma gruta sobre duas pedras, durante 25 anos, na Serra do Tugão – Paraíba. Seu primeiro CD foi gravado com todos os instrumentos improvisados em canos PVC e uma banda formada por parentes e amigos. Hoje, a banda de cinco integrantes é composta por dois pífanos, uma caixa, uma zabumba e um prato. Suas canções são de autoria própria, todas refletindo o cenário das tradições nordestinas.
 
Zé Mulato e Cassiano (DF)
Violeiros, cantadores e compositores, a dupla Zé Mulato e Cassiano mostra músicas de seu último CD, Dias Melhores. Suas canções tipicamente caipiras são um misto de sabedoria, bom humor, críticas, sentimentos, protestos, anseios e detalhes da vida no campo. Durante o show, a dupla conta ainda seus famosos causos que arrancam risos da platéia.

 

 


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